Leonel Braz
Fotos, textos e Arte... ₢
sábado, 11 de junho de 2022
sábado, 31 de agosto de 2019
A Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Lagoa / Florianópolis-SC
Prólogo
Os primeiros
relatos da Ilha de Santa Catarina datam de 1504. Tempo em o navegador Francês Binot Paulmier de Gonneville chegou a São Francisco do Sul, vindo a narrar
a existência de uma ilha habitada por uma imensa população indígena da etnia
Karaí Guarani, a tribo dos Carijós. A partir daí o local se tornou o entreposto
para navios de piratas, expedições portuguesas e espanholas, que faziam uma
pausa na ilha para abastecer-se de água e reparar suas embarcações.
No ano de 1514 os navegadores Nuno Manuel e Cristóvão de
Haro, em passagem pelo atlântico sul, deram a Ilha o nome de Ilha dos Patos,
devido a grande capacidade para a natação demonstrada pelos indígenas locais.
No ano seguinte, uma malograda expedição espanhola ao Rio da
prata (Uruguai), capitaneada por juan Díaz de Solis, culminou com um naufrágio
na barra de Laguna, no qual sobreviveram apenas 11 marujos, que agarrados aos
destroços do navio foram parar na tal Ilha dos Patos. Acolhidos pela tribo dos
Carijós, os náufragos deram início a uma intensa miscigenação.
Em 1526, Sebastião Gaboto, navegador italiano a serviço da
Espanha, de passagem por aquelas bandas, chamou o lugar de Ilha de Santa Catarina
de Porto dos Patos. Sendo que o mapa-mundi de Diego Ribeiro, de 1529, a ilha aprece
apenas com a denominação de “Ilha de Santa Catarina”.
A Freguesia de Nossa Senhora da Imaculada
Conceição da Lagoa
Passadas as
disputas pelas linhas de fronteiras, na metade do século XVIII, a coroa
portuguesa resolveu colonizar a Ilha com o propósito de garantir a sua posse.
Para tanto, recorreu ao povo das Ilhas dos Açores, uma vez que o
arquipélago sofria com uma grande explosão populacional e aos males provocados por terremotos.
Entre os anos 1748 e 1756, levas de imigrantes foram distribuídas pelo território da ilha em localidades afastadas uma das outras, denominadas de freguesias. Cada freguesia tinha autonomia administrativa com igreja e polícia próprias.
Entre os anos 1748 e 1756, levas de imigrantes foram distribuídas pelo território da ilha em localidades afastadas uma das outras, denominadas de freguesias. Cada freguesia tinha autonomia administrativa com igreja e polícia próprias.
A Construção colonial possui atributos da arquitetura portuguesa com adaptações ao modelo das primeiras igrejas brasileiras. Notem-se os elementos estruturais de pedras de tamanhos variados, cuidadosamente encaixados e impermeabilização feita a base de óleo de baleia.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Vídeo de Verão 2016
Leonel Braz integra o POAemMovimento, um coletivo de arte
dedicado a exercer a voz da cidadania, com uso sem restrição de toda e qualquer
forma de expressão artística. Neste sentido, o coletivo ao longo dos anos vem
se dedicando à performance, fotografia e especialmente à produção em vídeo.
As performances geralmente estão ligadas a temas da ecocidadania
porto-alegrense, como foi no caso Pontal do Estaleiro, e recentemente na
discussão sobre um projeto de Cais Mauá, verdadeiramente democrático.Há espaço para a produção de clipes documentários,
cite-se o exemplo o vídeo “Quantas Copas Por uma Copa”: https://www.youtube.com/watch?v=Tlo7Pq8hAww
Também, momentos líricos porto-alegrenses como o Abraço ao Guaíba: https://www.youtube.com/watch?v=ZNwSThlc88w
POAemMovimento também produz vídeos dedicados a não menos importante prática da contemplação artística, como é o caso dos vídeos da Série “Vídeo de Verão”.
Visite nosso canal no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCXaBp_Yketm19hOg3NFN-FA
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Armazém A7 no Bloco do Cais, Cais, Cais 20.02.2016
O grupo Cais Mauá de Todos vem fazendo encontros e manifestações por um Cais Mauá verdadeiramente democrático. O evento "Bloco do Cais, Cais, Cais!", realizado neste dia 20, foi mais destes belos momentos, em que a população porto-alegrense se reuniu para protestar contra o nefando projeto previsto para o nosso Cais.
Atendendo ao chamado da cidadania levamos o Armazém A7 para participar do Bloco do Cais, Cais, Cais. O Armazém A7 encantou a todos levando sua mensagem de resistência com muita alegria, conquistando a simpatia dos presentes por onde passou.
Como é de conhecimento geral, que querem demolir o Armazém 7, patrimônio histórico arquitetônico da cidade, para a construção de um nauseabundo estacionamento de shopping. Com tanta loja fechando pela cidade, os especuladores imobiliários pensam em construir mais um trubufu comercial na Ponta do Gasômetro.
Nós, do POAemMOVIMENTO, acreditamos que o Cais Mauá deveria privilegiar cultura e o transporte de passageiros de toda a grande Porto Alegre. Também, parte deveria ser reservada ao produtor orgânico de alimentos, que poderia conduzir sua produção pelas águas do Guaíba até o centro da cidade, eliminando atravessadores, oferecendo alimentos de qualidade a preço justo. (Como já foi no passado)
Já tentaram derrubar a Usina do Gasômetro e o povo se uniu e chaminé está lá. Outro símbolo da cidade, o Mercado Público, também escapou de ir ao chão pelas mãos de um prefeito que queria ganhar uns poucos segundos para os automóveis. O povo se uniu e hoje ele está lá com um dos grandes símbolos da cidade. Agora, dentro do malfadado projeto de revitalização, querem acabar com nosso brother, o Armazém 7. Mas, nós não vamos deixar que isso aconteça!
Atendendo ao chamado da cidadania levamos o Armazém A7 para participar do Bloco do Cais, Cais, Cais. O Armazém A7 encantou a todos levando sua mensagem de resistência com muita alegria, conquistando a simpatia dos presentes por onde passou.
Como é de conhecimento geral, que querem demolir o Armazém 7, patrimônio histórico arquitetônico da cidade, para a construção de um nauseabundo estacionamento de shopping. Com tanta loja fechando pela cidade, os especuladores imobiliários pensam em construir mais um trubufu comercial na Ponta do Gasômetro.
Nós, do POAemMOVIMENTO, acreditamos que o Cais Mauá deveria privilegiar cultura e o transporte de passageiros de toda a grande Porto Alegre. Também, parte deveria ser reservada ao produtor orgânico de alimentos, que poderia conduzir sua produção pelas águas do Guaíba até o centro da cidade, eliminando atravessadores, oferecendo alimentos de qualidade a preço justo. (Como já foi no passado)
Já tentaram derrubar a Usina do Gasômetro e o povo se uniu e chaminé está lá. Outro símbolo da cidade, o Mercado Público, também escapou de ir ao chão pelas mãos de um prefeito que queria ganhar uns poucos segundos para os automóveis. O povo se uniu e hoje ele está lá com um dos grandes símbolos da cidade. Agora, dentro do malfadado projeto de revitalização, querem acabar com nosso brother, o Armazém 7. Mas, nós não vamos deixar que isso aconteça!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
UM POUCO SOBRE O PARQUE DE ITAPUÃ
Durante grande parte da minha vida acampei no Itapuã. Era um
campismo verdadeiramente selvagem. Caminhávamos quase 08 quilômetros do fim da
linha do ônibus até a praia do Sítio. Acompanhei pessoal mente a transformação daquela
imensa área em parque. Vi algumas pedreiras ainda funcionando, conheci os
últimos pescadores e donos propriedades que insistiam em permanecer no local.
Eu e uma galera fazíamos trilhas por todos os cantos,
acordávamos com bugios, convivíamos com as caranguejeiras. Banho de rio no
inverno e verão (minha asma ficou crônica). Com o passar dos anos levávamos
cada vez menos bagagem, dizíamos que aquilo era para quem tinha teste de
sobrevivência.
Pra reservar histórias de camping para uma oportunidade futura,
digo apenas que quando a área do parque ficou definitivamente delimitada,
várias vezes entramos clandestinamente naquele que pra nós era um verdadeiro
santuário. Inclusive em algumas destas incursões, fomos retirados à força pela
polícia ambiental.
O atual Parque de Itapuã resultou da luta do ambientalista
José Lutzemberger, que apaixonado pelo espetacular cenário da região,
empreendeu uma luta pela preservação do local. Na época as pedreiras estavam
disseminadas pela região comprometendo seriamente ecossistema. Mesmo sobre protestos de moradores, o Parque Estadual
se firmou e até hoje conserva a beleza imensurável de seus morros, fauna e
flora.
Confesso que hoje quando vou ao parque me sinto um pouco limitado,
pois tive o prazer de andar livremente por toda aquela região. Passei dias nos picos dos morros, curtido o
poderoso visual. Dormi na beira praia, me diverti com causos em volta da
fogueira. Sei que não devo reclamar da condição atual. Tenho minhas críticas
quanto ao manejo e estruturação do parque. Assim como, penso que a população do
entorno poderia participar efetivamente da gestão.
Mesmo que seja por algumas horas, quando vou ao Parque de
Itapuã, mato parte da saudade daquele que foi para mim um verdadeiro segundo
lar.
“Eu moro em Ipanema e
vou sempre acampar, na Praia do Sítio meu segundo lar.” (Trecho da Canção Praia
do Sítio de Cylmarcus Dewitt)
Uma visita ao Parque de Itapuã é programa absolutamente
incrível. O parque atualmente possui duas praias abertas ao público. As praias
da Pedreira e Pombas têm águas limpas e um visual estonteante. Elas ficam
abertas das 9h às 18h, de Quartas-feiras a domingos, a entrada custa R$ 6,12.
Nestes dias de calor é bom chegar cedo, a entrada é limitada. Leve seu lanche. Não tem som alto e nem vendedores ambulantes. Sim, existe um lugar assim!
sábado, 16 de maio de 2015
Perigo no Calçadão de Ipanema 1 - POA/RS
O calçadão de Ipanema, inaugurado por Olívio Dutra, é uma
das joias da cidade de Porto Alegre. Sua simplicidade se harmoniza com a beleza
da baía de Ipanema, comprovando que se pode revitalizar a orla do Guaíba sem o
auxílio de projetos caros e mirabolantes.
Por estas características é natural que ele se transforme em
palco de diversas manifestações da urbanidade porto-alegrense. Há gente que utiliza o passeio público para
esportes, lazer e até para palanque político. O calçadão é uma vitrine da
cidade.
Há bom tempo, estivemos num encontro com representantes de Associações
do Bairro, da Câmara Municipal e do Executivo e, levamos uma pauta para
qualificar ainda mais o espaço.
Lembramos a todos, que nos primeiros mil metros de calçadão,
existe apenas uma única rampa exclusiva para portadores de necessidades
especiais, sem comunicação com outra na calçada oposta. Coisa inadmissível para
moldes contemporâneos. Não bastasse isso, ressaltamos que faixas de pedestres,
fora das normas técnicas, expõem a riscos de acidentes idosos, crianças e
portadores de necessidades especiais.
Tendo em vista, o uso do calçadão para atividades
generalistas e o grande fluxo de pessoas que circulam no local, trazemos de volta estes temas específicos, uma vez que se trata
de assuntos de extrema de importância para a segurança direta dos usuários do
calçadão. Para tanto, segue este ensaio fotográfico (melhor do que desenhar) para refrescar a memória ou
sensibilizar aqueles que ainda não prestaram atenção no assunto.
Fotos, texto e edição: Leonel Braz
Performance: Willis Carmo
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Farol de Santa Marta - 2015
Passei um tempo sem ir até o Farol. Grande parte da beleza
visual ainda pode ser apreciada. Foi fácil perceber em 2015, as casas “de
cinema” que chegaram com tudo, as cercas variadas e o trânsito em mão única. Não
se pode mais cruzar o local por onde bem entender. Não sei o que aconteceu, mas
não tem mais diversão noturna. As
pousadas se multiplicaram. A falta de saneamento adequado faz com que o solo
não consiga absorver o excesso das fossas sépticas e o esgoto é drenado para a
prainha. O cheiro do esgoto é insuportável. Mas, alguns menos avisados ainda
usam a prainha.
A beleza do morro do céu resiste, apesar da falta de trilhas
orientadas, obras de contensão de encostas e as motos que dão início à erosão.
A praia do sul - Cardoso e a do norte - Galheta estão em condições. Galheta por
ser deserta, oferece uma bela extensão para caminha de aproximadamente 4 Km. Ainda
não sofreu ataque direto da especulação imobiliária. Ainda, por que existe um
condomínio da Família Ronaldinho rondando esta praia. Também, existe um
condomínio fechado no Cardoso, com torre e vigia e tudo mais.
Também, paira uma séria ameaça aos sítios arqueológicos do
Farol chamados sambaquis. Os sambaquis são enormes depósitos à céu aberto, de
restos de comida acumulados a milhares de anos, locais por vezes usados cemitério,
alguns os chamam de concheiros ou casqueiros. Os restos apontam para uma
população muito volumosa, que teria habitado toda aquela parte do litoral brasileiro.
Quando nos anos 1.500 os primeiros navegadores chegaram até
lá encontraram a tribo dos Carijós, um grupo bem numeroso. Porém, este grupo
não se compara às estimativas populacionais feitas com base nos estudos dos
sambaquis. Estes sítios pré-históricos, já foram usados para aterrar ruas, em
concreto de construções e por vezes são estilhaçados por turistas e motos. Os
sambaquis são pré-históricos. Em Laguna foram encontrados sambaquis com até 5
mil anos de idade.
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