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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Revitalização da Orla do Guaíba e "Contiúdo"

Segundo Leonel Brizola, faltava para alguns políticos brasileiros “contiúdo” (neologismo para a palavra conteúdo), referindo-se à carência de fundamentação destes nas suas tomadas de decisões. Com este raciocínio simples Brizola era capaz de estabelecer uma série de causas que explicavam a eterna crise social e de valores reinantes na terra brasilis.

Neste sentido, podemos afirmar que ao “Projeto de Revitalização da Orla” no seu trecho inicial existe a tal falta de “contiúdo”. O trabalho é incompleto, passível de críticas; deixa de lado à opinião da população; apresenta um conceito vago, artificialista e que não respeita questões ambientais.

O Termo Revitalização

Revitalizar é um termo bastante usado na política urbanista brasileira contemporânea. Tem o sentido de trazer de volta a vida a um local que deixou de ser utilizado pela população ou que apresenta sinais visíveis de degradação ambiental.

Todo porto-alegrense sabe que orla do Gasômetro é largamente utilizada pela população, sendo que em pesquisa recente foi apontada como local mais lembrado pelo turista que visita nossa cidade. Também, apresenta sinais visíveis de recuperação ambiental como veremos a mais adiante.

Existe vida pulsante na orla do Gasômetro


 Logo, o conceito arquitetônico apresentado como o nome projeto é inadequado, não há o que revitalizar. Na verdade o trabalho do arquiteto Jaime Lerner é uma proposta para qualificação do ambiente sob o ponto de vista urbanístico. Sob o ponto de vista ambiental o conceito do arquiteto anda em sentido contrário, pois os esboços digitais criados pelo escritório do famoso arquiteto apresentam paisagem diversa da atual com áreas de concretagem explícitas.


Vegetais também  são seres vivos e revitalização na proposta começa pelo extermínio de parte vida local


Avaliação da Paisagem na Ponta do Gasômetro
- "Contiúdo" Ambiental

Promovida pela própria prefeitura, o Seminário Porto Alegre de Frente para o Guaíba, realizado na PUCRS, em outubro de 2010, foi uma oportunidade para a aquisição de importantes subsídios para o estudo dos problemas e soluções junto a orla do Guaíba. O encontro reuniu especialistas em diversas áreas do saber ligados à orla de cursos d’água. Destacamos a palestra da bióloga, Dra. Maria de Lourdes Abruzzi de Oliveira, da Fundação Zoobotânica Rio Grande do Sul que fez uma avaliação da Paisagem de um segmento da orla do Guaíba de aproximadamente 3 kilômetros de vegetação, do trecho que vai da Usina do Gasômetro em direção ao sul até o estádio Beira Rio.

A descrição que segue se refere apenas ao trecho inicial no qual se debruça o projeto Lerner. Segundo a professora, existe uma heterogeneidade ambiental, cuja configuração atual se deve às intervenções que começaram com o aterramento da orla no ano de 1956. Por conta do aterro a área sofreu uma drástica alteração. Porém, nos últimos tempos a orla ela vem apresentando um impressionante processo de recuperação sob o ponto de vista ambiental (Com exceção da área vizinha à Usina conhecida como “Prainha do Gasômetro” - onde o vai-e-vem de pessoas impede a total recolonização vegetal).

A movimentação na prainha é diária

 A partir da Prainha se inicia um processo recuperação das margens pela colonização de espécies vegetais de porte variado como: os juncos, árvores, arbustos e capim canivão. Ambos identificados como espécies características de mata ciliar.

Podemos citar os Ingazeiros, ingá edúlius, árvores comuns às margens de lagos e rios, cujas sementes envolvidas por uma polpa comestível adocicada podem ser consumidas pela fauna e pelo homem. Alcançam em média 25 metros de altura. Sob a sombra destas frondosas árvores os porto-alegrenses buscam refúgio para enfrentar as altas temperaturas. Elas também servem como barreiras naturais contra os fortes ventos do inverno. Existe no local o ingá de vagem e o feijão.

Por do sol sob os ingazeiros 

O ingá edúlius não se faz presente na proposta do Lerner. Salienta-se que o corte destas espécies sem estudos e sem licença ambiental é considerado crime ambiental inclusive no novo Código Florestal em vias de aprovação.

Outra espécie importante de mata ciliar encontrado neste trecho é o Sarandi, pouteria salicifolia. O Sarandi é uma espécie que evita os processos erosivos, sendo que seu uso antrópico é recomendado para reconstituição de margens degradadas; como o ingazeiro ela resiste às cheias. No inverno as folhas adquirem coloração avermelhada que dão ao ambiente uma beleza ímpar.

Os sarandis fazem a contenção natural das margens

Os Sarandis também gozam de proteção legal da lei florestal brasileira e, não estão contemplados na proposta do Lerner. Seu corte indiscriminado também é considerado crime ambiental.

Ao longo deste o trecho, entre as margens e o dique, encontramos um tapete de espécies gramináceas e herbáceas, que protegem o solo contra processos erosivos durante as cheias e agem como verdadeiros reguladores de temperatura diminuindo o calor excessivo. Diferentemente do concreto flutuante, que além de caro pode aumentar a temperatura na microregião.

(Segundo a arquiteta Adriana Schönhofen Garcia, nos Estados Unidos e Europa tem-se abandonado o uso de variedades de gramináceas ornamentais no urbanismo de parques, optando-se por variedades nativas, que são geneticamente adaptadas às condições locais. Elas são mais resistentes, consomem menos água na estiagem e recuperam-se com extrema facilidade.)

Neste pequeno segmento a colonização de juncos (rio à dentro),  ingazeiros e arbustos formam pequenas baías, que retêm matéria orgânica que serve de alimentos para aves e peixes. Nas águas destas baías se desenvolvem macrófitos (plantas aquáticas que vivem em brejos).

Macrófitos oferecem abrigo e alimento para peixes, anfíbios e aves

Também, observam-se neste espaço as presenças de outras espécies arbóreas nativas de mata ciliar de grande importância como: os jerivás (Syagrus romanzoffiana), as timbaúvas (Enterolobium contortisiliquum) e os Salseiros (Salix Humboldtiana).

salseiros na orla

O salseiro é uma espécie de pioneiro na colonização e recuperação das matas ciliares, pois oportuniza a ocupação por outras espécies de vegetais.

Este riquíssimo conjunto ambiental não deve ser meramente desperdiçado

Para interessados no assunto revitalização de corpos d’água sugerimos a leitura de artigo neste link:


A Dispensa de Licitação - “Contiúdo” Legal

A Arquiteta Adriana Schönhofen Garcia, mestre em Arquitetura pelo School of Architecture da Florida International University, em18 de novembro de 2010, em palestra ministrada na sede o Instituto dos Arquitetos do Brasil, em Porto Alegre, afirmou que o edital de licitação para Revitalização do Cais Mauá causou estranheza aos grandes escritórios de arquitetura mundiais pela pífia divulgação e por ter sido redigido apenas em português. Aponta estas causas como os principais motivos para ter havido um único conglomerado interessado na execução da obra; formado por empresas estrangeiras sob a liderança de uma empresa nacional, o qual contratou os arquitetos Jaime Lerner  e Fermin Vázques para tratar da concepção arquitetônica (alteração em concordância com o comentário de Jorge Piqué).  Lerner é ex-presidente da UIA – União Internacional de Arquitetos, entidade que tradicionalmente promove e incentiva concursos de arquitetura no mundo todo.

O “contiúdo” da palestra relativa ao Cais Mauá de Adriana S. Garcia  pode ser conhecida na postagem de 21 de julho de 2011 deste blog.

(Ainda acreditamos, que um shopping próximo ao gasômetro e as torres no cais com certeza colaborarão para enfartar a Avenida Mauá, uma via saturada durante boa parte do dia. Mas, enfim... A proposta de revitalização do cais de Lerner vingou. Apesar dos constantes adiamentos para o início das obras ainda existem chances para que ela se adapte às condições reais da mobilidade urbana de Porto Alegre.)

Com relação à contratação de Jaime Lerner para executar o trabalho de revitalização (?) da orla sob o ponto de vista da legislação licitatória apresentamos as seguintes considerações:

Realmente o agente público pode contratar sem licitação em casos estabelecidos pela Lei 8.666/1993. Analisemos “contiúdo” dos artigos 13 e 25:

Art. 13. Para os fins desta Lei, consideram-se serviços técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a:


I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos;

III - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias;

§ 1o Ressalvados os casos de inexigibilidade de licitação, os contratos para a prestação de serviços técnicos profissionais especializados deverão, preferencialmente, ser celebrados mediante a realização de concurso, com estipulação prévia de prêmio ou remuneração.

O artigo 13 é explícito quanto à definição de serviço técnico. No caso em tela o trabalho de Lerner se enquadra no âmbito dos incisos II e III. Porém, o §1º assinala que se não for caso de inexigibilidade de licitação, deverá preferencialmente ser realizado concurso com estipulação prévia de premio ou remuneração para que seja contratada a prestação de serviços técnicos.

Pois muito bem, resta-nos saber se para a contratação do Lerner havia as tais condições para a inexigibilidade de processo licitatório.

Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:

II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;

III - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.


§ 1o Considera-se de notória especialização o profissional ou empresa cujo conceito no campo de sua especialidade, decorrente de desempenho anterior, estudos, experiências, publicações, organização, aparelhamento, equipe técnica, ou de outros requisitos relacionados com suas atividades, permita inferir que o seu trabalho é essencial e indiscutivelmente o mais adequado à plena satisfação do objeto do contrato.

§ 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa, se comprovado superfaturamento, respondem solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis.

A regra é clara, para seu fácil entendimento basta invertermos um pouco a ordem: Se for inviável a competição; é inexigível a licitação.”

Se em curto lapso tem foi possível realizar um concurso para escolha da grade de proteção para a ciclovia da Av. Ipiranga, vencida pelo arquiteto Rodrigo Troyano; nos parece que não haveria motivos plausíveis para que não  houvesse uma nova competição de arquitetura, desta vez num projeto dedicado a orla.

Troyano e o projeto vencedor - foto site uniritter

Portanto, sob o ponto de vista legal, a contratação do arquiteto Jaime Lerner se deu maneira arredia à lei e pode ser tranquilamente anulada mediante provocação do sistema judiciário ou requerimento junto ao Ministério Público para o exame da matéria e providências de estilo. Quanto à notoriedade do arquiteto esta é inquestionável.

A análise do §2º, que fala em superfaturamento fica prejudica pela falta de informações reais sobre os valores da contratação e prêmios para concursos de arquitetura. Fiquemos por hora com a declaração de Lerner de 20/12/2012, dada ao Jornalista Deivison Ávila, jornal do comércio:

“Primeiramente, cada etapa será detalhada e só a partir daí teremos noção do valor da obra.”

(Você daria um cheque em branco assinado a um político?)

Sobre o tema concursos de arquitetura, projeto de revitalização da orla do Guaíba e Jaime Lerner, indicamos o texto do Presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil – RS no seguinte link:



"Contiúdo" Final

Salientamos que a prefeitura possui Grupo de Trabalho de gabarito dedicado exclusivamente ao estudo da  orla, motivo pelo qual nos causou estranheza a imposição da contratação do Lerner. Assim como, a concepção artificialista do projeto (?) desacompanhado de qualquer tipo de estudo ou informação relacionada diretamente ao meio ambiente.

A revitalização nos moldes propostos começa pela extirpação de uma mata ciliar em plena recuperação na área central de uma grande cidade (Na Europa o processo é inverso, cientistas tentam reintroduzir estes biomas nos grandes centros...).

As pessoas não se aproximam da margem por que ela está constantemente poluída com

LIXO



DESPACHOS



 E OS POUCOS EQUIPAMENTOS ESTÃO SUCATEADOS.


 Apesar deste quadro dramático causado pelo abandono por parte da prefeitura e  falta de educação ambiental de grande parcela da população, que joga lixo indiscriminadamente na orla e afluentes; o entorno da área tem altíssima frequência nos nas tardes e fins de semana.

Estes aí estão bem vivinhos!


Livre acesso + segurança + limpeza + equipamentos urbanos + fiscalização + comércio ambulante organizado + sanitários + respeito à natureza =  a melhor e mais econômica receita para revitalizar todos os 72 kilômetros da orla poto-algrense do nosso amado Guaíba.

Guardemos os milhões dos contribuintes para a saúde e atendimento aos nossos moradores de rua.

43 comentários:

  1. Eu pediria que vc corrigisse algumas informações erradas no teu texto.

    Vc diz "Aponta estas causas como os principais motivos para ter havido uma única empresa interessada na execução da obra, um conglomerado liderado por Jaime Lerner."

    O que existe é um consórcio de empresas 4 espanholas e uma brasileira. A licitação admite a participação de empresas estrangeiras desde que dentro de um consórcio em que a empresa brasileira seja a presidente. A empresa presidente brasileira é a Contern, uma empresa de construção, integrante do conglomerado brasileiro Bertin, e as outras empresas são as espanholas... portanto Jaime Lerner em hipótese nenhum é o "lider" desse consórcio...ele é apenas um contratado. O Consórcio contratou dois escritórios de arquitetura, o do Lerner, mas o principal é o do Fermin Vázquez, um conhecido arquiteto espanhol. Mas nem Lerner nem Vázquez lideram nada... o consórcio contratou para eles criarem a parte arquitetônica do projeto, podem inclusive despensar os serviços deles. Lerner não tem esse poder que o texto apregoa, mesmo dentro da área de arquiteura, quanto mais liderar o próprio consórcio. Uma vez esclarecido isso te pediria que alterasse o teu texto para não levar as pessoas a uma conclusão errada.

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  2. Segundo a arquiteta mencionada "o edital de licitação para Revitalização do Cais Mauá causou estranheza aos grandes escritórios de arquitetura mundiais pela pífia divulgação e por ter sido redigido apenas em português. "

    Pode ter causado estranheza, mas segundo o edital sempre que houver empresas entrangeiras, a presidência do consórcio obrigatoriamente é de uma empresa nacional, assim se entende melhor que o edital esteja em português, é para exigir mesmo que seja uma empresa nacional que seja a responsável pelo projeto, inclusive legalmente. Ela é que deverá procurar parceiros estrangeiros e evidentemente traduzir o edital e convercer as outras empresas a participar. Em outros paises pode nao ser assim, se contratar diretamente uma empresa estrangeira, mas o edital quis sempre a presença de uma grande empresa nacional, para evitar qualquer problema e a empresa entrangeira simplesmente sair no meio do processo sem qualquer alcance da legislação brasileira. Dessa forma, se tem mais segurança na realização do projeto (essa não é a única clausula de segurança, existem muitas outras relativas a competencia tecnica e a capacidade de realizar grandes projetos.)

    Quanto ao uso de plantas nativas não sei porque se afirma "O ingá edúlius não se faz presente na proposta do Lerner. Salienta-se que o corte destas espécies sem estudos e sem licença ambiental é considerado crime ambiental inclusive no novo Código Florestal em vias de aprovação." Baseado em que vc faz essa afirmação? Apenas nos reders que são uma imagem simplificada do projeto? Acho que quando tiver a proposta concreta vc até poderá reclamar...mas usar meros desenhos para dizer que esse é o planejamento exato e definitivo para o uso de vegetais na área é meio exagerado... Todos os estudos da prefeitura sobre a Orla sempre defendem a vegetação nativa, a própria prefeitura no ano passado plantou mais espécies nativas nesse mesmo local, e foram esses estudos que o Lerner usou como base do seu projeto (ele mesmo disse isso), por de repente seria diferente? porque na se valorizaria a fauna que temos? Porque no computador nao tem as imagens preparadas para as nossas árvores nativas? e se usa uma arvore qualquer so para dar uma ideia do que se está procurando? É o mesmo que dizer que aquelas palmeiras são exóticas porque nao tem a forma das nossas palmeiras nativas... Tem que pedir uma explicitação da cobertura vegetal que será usada ..isso sim e se tiver defeitos...então fazer a critica, nao se basear em renders feitos por programas de computador que estandartizam as imagens.... Isso diminui a força geral da tua crítica. Críticas informadas são necessárias, ams nã parece o caso aqui...

    Quanto a usar grama, a mesma coisa, nao consigo identificar se é grama mesmo como usam em todos os parques de Poa (deveríamos trocar entao?) ou se é outro vegetal, pessoalmente sou a favor de experimentar outros vegetais, mas não sou completamente contra a grama, que afinal faz parte do nosso ambiente aqui em poa....

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  3. Prezado Senhor Jorge Piqué , suas colocações são importantes para o estabelecimento de um debate de alto nível. E o estabelecimento de um debate sério é intenção principal deste post.

    Saliento, que as manchetes anunciam os tais reders como Projeto acabado; e não como imagem simplificada de projeto. Se isto se deve a uma falha de acessoria de comunicação ou manipulação da opinião pública não me cabe avaliar. Não fui eu quem plantou as notícias.

    Se críticas informadas são necessárias; assim devem ser os verdadeiros projetos urbanísticos. Bem sabemos, que todo e qualquer tipo de projeto devem vir necessariamente acompanhado por exposição de motivos e detalhamento quanto a sua exequibilidadade. Até agora a população só viu renders. Logo, isto diminui a força geral da sua crítica.

    Independentemente de qualquer subjetividade as espécies vegetais na área estão protegidas pela lei florestal atual e futura. Assim como, a questão licitatória deve passar pelo crivo do Ministério Público, que é o guardião da lei.

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    1. Caro Leonel, agradeço que minha crítica tenha considerada dessa maneira. Todos nós queremos o melhor para Porto Alegre, embora cada um com sua opinião.

      Um projeto arquitetônico ou urbanístico detalhado exige muito trabalho e custa muito dinheiro. Sempre que por algum motivo não está certo que esse esforço todo seja pago, ou porque o contrato ainda não foi assinado, ou porque existe alguma pendência, ninguém fará esse trabalho e perderá esse tempo sem saber se será ao final pago. Então o normal é primeiro fazer uma apresentação geral, a partir dos primeiros estudos, são ideias gerais, que se visualizam em renders.

      Todas essas imagens são criadas em computador com programas que facilitam a sua feitura, vc tem certos objetos e distribiu eles naquele espaço. Claro que vc não pode colocar qualquer edificio no lugar da Usina e tem que apresentar a usina no renders, mas se não for essencial para entender o projeto se coloca uma simplificação.

      Por exemplo, aparecem nos renders enormes volumes cinza em frente a orla que representam prédios que estão ou estarão ali, mas são apresentados como grandes blocos cinza sem janelas, nem portas, etc:
      http://portoimagem.wordpress.com/imagens-projeto-revitalizacao-orla/imagem81794/
      Mas ningém dirá que o projeto prevê a colocação de imensos cubos de concreto em frente a orla, eles apenas representam de forma muito simplificada construções que poderão existir ali. O mesmo se aplica ao detalhes da vegetação, não há porque dar um grau tão grande de detalhes nessa primeira apresentação.

      Exatamente o que vc disse, as espécies vegetais estão protegidas, mais um motivo para não se preocupar em fazer uma representação exata da cobertura vegetal. Eu acho que nem eles mesmos sabem exatamente ainda como será essa cobertura, porque uma coisa é o planejamento inicial e outra é a prática. Eu acho muito importante a questão da vegetação no local e espero que ao longo do processo isso seja melhor detalhado, mas tanto pelas ações passadaas, como pela legislação, não vejo motivos (por enquanto) para criticar o projeto apenas pelas primeiras imagens simplificadas que foram apresentadas.
      No caso da Cais Mauá, um exemplo recente, onde também participa o arquiteto Lerner, existe uma lei complementar de 2010 específica para o Cais que entre outras coisas diz: "IX – paisagismo com espécies nativas;"
      http://www2.portoalegre.rs.gov.br/cgi-bin/nph-brs?s1=000030964.DOCN.&l=20&u=%2Fnetahtml%2Fsirel%2Fsimples.html&p=1&r=1&f=G&d=atos&SECT1=TEXT

      Em junho de 2010 a própria prefeitura já anunciava o plantio de 30 jerivás no mesmo local:

      "Na orla do Gasômetro, o projeto incluiu a reforma total dos três banheiros, reforma das três quadras poliesportivas da orla, instalação de 35 novos postes de iluminação (das quadras até a Usina do Gasômetro), e plantio de 30 jerivás (das quadras até o Anfiteatro Pôr-do-Sol), grama e flores no entorno das canchas e áreas para prática de exercícios."

      Então eu concordo contigo na importância do emprego de espécies nativas na Orla, e sem dúvida a prefeitura também concorda contigo, pelas leis e ações que ela vem lançando... Portanto, mesmo que ainda não tenhamos uma explicitação de que vegetais serão utilizados no projeto do Lerner...acho que o mais provável que ele também concorde contigo... é muito improvável que de repente, ele venha em contra de tudo isso, e ainda por cima que foi em 1991 durante a gestão dele como prefeito de Curitiba, que foi criada a Universidade Livre do Meio Ambiente, iniclamente como uma unidade da prefeitura (hoje já não é mais).

      Também quero ver um maior detalhamento sobre a vegetação, mas entendo que isso virá mais tarde.
      Abraço

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    2. Licitaçãoda Orla: Não comentei nada porque simplesmente não sei o suficiente. Até tentei ler a lei, mas acho que se houver algum problema, a justiça facilmente pode resolver a questão. Lembro que no ano passado o deputado Raul Pont entrou mo Ministério Público com uma ação contra a licitação do Cais Mauá, dizendo que só tinha um concorrente, etc... e muitas pessoas acreditaram que realmente tinha um problema, mas a sentença foi de que não havia nada de irregular na licitação e além disso se o Governo do Estado, que era da oposição, emcampou o projeto depois, acho dificil que eles não denunciassem a ilegalidade, tendo todos os dados sobre a licitação na mão. Desconfio que vai acontecer a mesma coisa no caso da licitação da Orla. Se realmente há uma ilegalidade será fácil colocar na Justiça. Não tenho nenhuma informação se alguém fez isso.
      Um abraço.

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    3. Prezado Senhor, noto que temos alguns pontos congruentes. Primeiro, devotamos um carinho muito especial pela nossa Porto Alegre. Segundo, concordamos que não existe um projeto conforme o noticiado pelas assessorias e cupinchas (só renders). Terceiro, temos interesse pela flora nativa. Porém, no meu entender não se trata de utilizar espécies e sim adequar o futuro projeto à preservação do conjunto existente. Quarto, consideramos superada à licitação do cais. Afinal, Yeda tinha assessoria atilada (ex. concretizou a troca da área da Arena do Grêmio avaliada em mais de 30 milhões, por outra da construtura que valia 2 milhões).


      Com todo respeito ao Sr. Lerner, inclusão de reforma de banheiros, das três quadras poliesportivas da orla (recentemente reformadas - haverá reforma da reforma), instalação des postes de iluminação e plantio de 30 jerivás, grama e flores são cuidados óbvios relegados há muito pela prefeitura, cuja a execução não exigiriam a contratação de notórios. Bastaria o exercício regular das responsabilidades pelos sucessivos gestores.

      Com referência a legalidade de contratação do Lerner, informo que circula na rede informações sobre a existência de representação contra a contratação sem processo licitatório. Logo, breve saberemos se minha exegese da lei é plenamente aplicável ao caso em tela.

      Por final, adianto que a sociedade organizada oportunamente fará seu pronunciamento apresentando seu descontentamento com o projeto/renders e a contratação de profissional sem concurso público. Existem vários grupos que discutem, estudam a orla, que desejam conhecer os tais detalhamentos e fazer suas sugestões. Espero que o bom senso prevaleça, com ou sem partição de notórios.

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    4. acho que uma parte do que escrevi nao ficou clara, aquela referência ao "projeto" dos banheiros, aos 30 jerivás, etc. foi o que a prefeitura anunciou e já fez no ano passado, não tem relação com a requalificação da Orla pelo projeto do Lerner. Era só um exemplo de como usar plantas nativas já faz parte da prática normal dessa gestão, e não teria porque mudar no futuro projeto do Lerner. Realmente, como vc disse, para fazer isso não precisa de um projeto do Lerner, a prefeitura é que se responsabilizou por isso, são duas coisas diferentes,usar o termo projeto é que misturou as duas.

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    5. Caro Leonel, vc diz que as manchetes apresentam o projeto como acabado, isso até pode ser, mas vc explica isso por duas possibilidades: "a uma falha de acessoria de comunicação ou manipulação da opinião pública não me cabe avaliar. Não fui eu quem plantou as notícias."

      Queria apenas esclarecer que se vc ler a notícia oficial no site da prefeitura ali está dito muito claro:

      "Lerner irá explicar a ideia e mostrar o esboço do projeto, que transformará o trecho da Orla, próximo à Usina do Gasômetro, em espaço de lazer e convivência."
      Fonte:
      http://www2.portoalegre.rs.gov.br/portal_pmpa_novo/default.php?p_noticia=149623&ANTEPROJETO+DA+ORLA+DO+GUAIBA+ENTRA+EM+ESTUDO+DE+VIABILIDADE

      Para a prefeitura e para a sua assessoria sempre se tratou de um "esboço" de projeto, e não poderia ser diferente, ninguém trata renders projetados na parede como projetos. Mas eles são necessários em um primeiro momento, o detalhamento vem numa segunda fase, caso a prefeitura de o seu OK.

      No site do Conselho Municipal de Cultura até se dá uma data para o começo do projeto executivo, que ainda vai ser feito portanto: " elaboração dos projetos executivos começa imediatamente após o EVU feito pela Cauge, que também poderá sugerir algumas diretrizes". A apresentação de amanhã, 15, pelo arquiteto Jaime Lerner, é de um esboço do projeto."

      Não é ainda o projeto, mas o esboço que traz as principais diretrizes. Se vc procurar no Google por (Lerner Orla projeto esboço) vai encontrar a mesma ideia em sites da mídia e em outros sites. Se alguma mídia disse que era já o projeto definitivo levando as pessoas a ter uma visão errada do projeto, como sendo definitivo, o erro é dela e se deve apontar aqui quem disse isso e criticar com toda a razão.

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  4. Prezados,
    não concordo com a contratação do Arq. Lerner por notória especialização pois, é, o mencionado arquiteto, indiscutivelmente o mais adequado para a realização do projeto? Será que entre todos os profissionais da área no Brasil, o Sr. Lerner é o mais preparado? Sinceramente duvido. A sua notoriedade como pessoa pública não está respaldada com uma indiscutível produção de obras do mesmo tema. Sendo assim, a contratação por notória especialização, do meu ponto de vista, é ilegal.

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    1. Prezado amigo, quando referi a notoriedade de Lerner me referia a condição de urbanista. Se ele não tem projetos nesta linha é mais um argumento a ser somado ao pedido de declaração de nulidade da contratação. Muito om brigado pelo toque.

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  5. Queria retomar essa questão da vegetação da Orla, para reavaliar o que de fato aparece nos renders apresentados. Por acaso fui hoje ao Forum Mundial da Bicicleta, que se realiza na Usina do Gasômetro. Aproveitei depois para dar uma olhada na área que corresponde a Fase 1 da Revitalização da Orla.

    Na prainha do Gasômetro, a parte ao lado da Usina e que vai até a escadaria, obra de arte pública da Bienal de 2006, não tem problema, pois dá uma ampla visão a quem passeia por lá tanto por cima no asfalto ao lado da Av. Edvaldo Pereira Paiva como em baixo, já que tem uma vegetação baixa ali. Na verdade é único ponto de contato direto com o Guaíba, que temos, e basta melhorar essa área.

    O problema está da escadaria em diante ... O problema é que com o tempo e a total despreocupação dos governos anteriores, plantas de mata ciliar cresceram e acabaram fechando (quase) completamente a vista para o Guaíba.

    Quem passa hoje lá vê as pessoas andando, passeando, correndo, sim..mas no asfalto ao lado da Av. Edvaldo Pereira Paiva. Muito dificil encontrar alguém perambulando na parte de baixo. A razão é que não se tem em baixo nenhuma vista do Guaíba. Vc se encontra numa espécie de corredor polonês, de um lado a avenida no alto, formando o dique, e do outro essa linha de vegetação bloqueando não só a visão, mas também o acesso ao rio-lago. . É uma espécie de Muro da Mauá verde separando a população do Guaíba..em qualquer outro lugar seria legal, mas justamente ali mais prejudica que qualifica o local.

    A foto postada intitulada "Por do sol sob os ingazeiros ", muito bonita, sem dúvida, mostra um dos poucos pontos que alguém pode fazer isso, sentar em frente ao Guaíba e apreciar a paisagem.... ao lado já não é mais possível...conseqüência... apenas um ou outro vai até lá, a grande maioria dos frequentadores anda mesmo no asfalto preto e feio que está em cima...pelo menos ali se pode ver o Guaíba.

    Realmente, como o post comenta, vale para o Sarandi e para o ingá edúlius que "o corte destas espécies sem estudos e sem licença ambiental é considerado crime ambiental inclusive no novo Código Florestal em vias de aprovação".´Obviamente ninguém vai fazer nada ali, muito menos a própria prefeitura, sem um estudo prévio e a obtenção de licença ambiental.... Não pode haver corte indiscriminado.

    Mas acho necessário fazer um estudo para ver em que medida se poderia diminuir a vegetação no local, de foram discrimianda, para aumentar a visão e o contato com o Guaíba e atrair mais os frequentadores para esta parte de baixo, deixando o asfalto. Claro que isso não se aplica às plantas aquáticas, que inclusive ficarão muito bem...mas na verdade na prática, nem se tem muito acesso a elas.

    O estudo ambiental deveria verificar:

    a) que plantas e árvores poderiam ser efetivamente retiradas do local . Isso nao significa destruir as plantas, mas transplantar para outro lugar, ou na própria área , adensando em alguns pontos a vegetação, como o próprio projeto do Lerner apresenta, sendo áreas de sombra e descando, ou para outras áreas, onde sejam melhor utilizadas.

    b) que árvores podem ser podadas de forma a aumentar a vista do rio, por exemplo podando a parte de baixo, deixando as copas, o que daria a visibilidade e o acesso ao Guaíba (claro, isso sem prejuizos para as plantas, cada caso é um caso)

    Se observamos atentamente as imagens dos renders a única parte que tem menos árvores é a prainha do Gasômetro, onde se tem uma visão mais limpa do Guaíba e ali está prevista uma linha de palmeiras, imagino que serão as nossas belas e tradicionais jerivás. Mais adiante o projeto não propõe limpar totalmente as árvores que hoje separam os frequentadores do Guaíba, mas sim espaçar mais, desfazendo esse muro verde, e em determinado pontos o projeto apresenta áreas densas de vegetação (claro que com arvorezinhas de computador).

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  6. Para se aumentar o contato com o Guaíba o projeto propõe:

    1. Um deck flutuante em frente a prainha do Gasômetro, onde hoje não existe vegetação nenhuma, mas se acrescenta uma linha de palmeiras nativas;
    http://portoimagem.files.wordpress.com/2012/02/imagem81794.jpg?w=600&h=400

    2. Uma superfície flutuante mais a frente, mas em frente a um conjunto de árvores, ou seja, se fez isso justamente para dar visibilidade e contato sem necessitar tirar as árvores;
    http://portoimagem.files.wordpress.com/2012/02/imagem812621.jpg?w=600&h=400

    3. uma trilha estreita diante das árvores, seguindo a linha da orla, para também não ter que retirá-las
    http://portoimagem.files.wordpress.com/2012/02/imagem81266.jpg?w=600&h=400

    (Não sei porque o post afirma que os decks flutuantes, como os do Cais Mauá, serão de concreto. Isto está afirmado em que lugar? Minha impressão é que seriam de madeira...)

    Portanto, acho que o projeto por um lado tem a intenção de preservar pelo menos uma boa parte da vegetão que cresceu ali e que é bonita, eventualmente abrir algum espaço entre essa vegetação e criar espaços diante dessa vegetação como trilhas e decks flutuantes, para que os frequentadores possam ter esse contato com o Guaíba não só na área ao lado da Usina.

    Mas realmente, quanto mais informação sobre o tratamento da vegetação na área, melhor, inclusive, para se evitar mal-entendidos. Falta ainda uma informação oficial e mais detalhada sobre esse aspecto, importante, do projeto.

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    1. Prezado senhor,as informações oficiais são sempre tendenciosas,não existe ingenuidade na política brasileira. A imprensa publicou o que as assesorias ofereceram, não foram erros gratuitos.

      Para tratamento da vegetação o correto seria recorrer a comunidade científica para buscar opinião independente com relação à questão ambiental. De acordo com suas declarações, creio que concordas comigo, o projeto (?)Lerner carece de "contíudo" com relação destinação da vegetação.

      Seus comentários são pertinentes, mas acho que já havíamos chegado à conclusão de que renders são esboços/estudos não são propriamente um projeto na verdadeira semântica da palavra.

      Penso que um bom projeto deve passar pela dialética, coisa que não ocorreu na elaboração dos tais renders. Um debate com a participação de especialistas e frequentadores, que conjugue a opinião de todos em busca de uma entelécquia. O que aconteceu até agora foi pura pirotecnia política em torno de esboços apresentados como projeto. Vide portoimagem, o blog não oficial mais oficial da prefeitura.

      Aguardemos a opinião do Ministério Público sobre a contratação do Lerner. Se afastado (com a devolução aos cofres públicos das despesas contabilizadas até o momento), penso que toda a sociedade deveria colaborar na elaboração de um verdadeiro projeto, pois a participação é elemento essencial para o fortalecimento do espírito democrático, bem como cria o sentimento de pertença indispensável para o êxito de um empreendimento desta monta.

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    2. Caro Leonel, claramente temos visões diferentes sobre o projeto. Eu não tenho uma palavra final, porque estamos no início do processo, com a apresentação do esboço de modo ainda informal a Prefeitura, utilizando os renders.

      Mas a partir do Ok inicial da Prefeitura se passa a etapa da obtenção das licenças, que todos projetos especiais devem seguir por causa do seu impacto na cidade.

      A primeira será o Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), no qual esses renders serão apresentados, mas não só, é exigida toda uma documentação técnica e se deve julgar de forma técnica também, detalhes em
      http://www2.portoalegre.rs.gov.br/spm/default.php?p_secao=139

      Depois e mais importante para a questão que se discute aqui vem o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIA), também se deve apresentar em detalhes todos os impactos que se imaginem pelo projeto, e novamente se julga por critérios técnicos, que envolvem órgãos e conselhos estaduais (não apenas municipais, isso é importante), como a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que pertence à Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
      http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smam/default.php?p_secao=151

      No momento da apresentação do EIA-RIMA é que a Prefeitura terá todos os detalhes sobre a questão da vegetação (mas não só, tem a questão dos animais, das aves, dos peixes). Tudo isso terá que ser examinado e se necessário, alterado, sob pena de não ser aprovado

      A Prefeitura não pode dar licenças que vão em contra das normas estabelecidas. O prefeito, o governador, o presidente, não são reis em suas terras, eles tem que se submeter as leis e normas vigentes, em caso de quebra dessas normar e leis devem ser responsabilizados.

      Além dessas licenças existem outras, por exemplo, o projeto afeta de alguma maneira o patrimônio histórico? É todo um ritual onde o projeto em diferentes fases se apresenta, nao existe aprovação em bloco.

      Então temos que esperar para ver cada fase desse processo, e para mim são prematuras as críticas que vc levanta no post, mas sempre estou disposto a mudar de opinião se me apresentarem argumentos convincentes.

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    3. para terminar mesmo, não sei se vc conhece, mas o próprio Plano Diretor de Arborização Urbana de Porto Alegre, recente, de 2006, deixa claro que é impossivel usar especies vegetais que não sejam nativas:

      III - na Orla do Guaíba, morros e cursos d'água, os projetos de arborização
      deverão utilizar somente espécies típicas destas regiões, e que possibilitem a sua preservação;
      IV - estabelecer programas de atração da fauna na arborização de logradouros que constituem corredores de ligação com áreas verdes adjacentes, em especial os morros e a Orla do Guaíba;

      Fonte: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/smam/usu_doc/resolucaoo_5_comam_republicacao_final.pdf

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  7. Prezado senhor,

    O post exibe uma análise da paisagem feita por profissional gabaritado e uma exegese legal de texto de lei federal referente a questão licitatória. Não sou intransigente e para o bem de minha cidade abro mão da vaidade intelectual. Porém, alguns comentários feitos de minha parte, pelo que se pode perceber, encontram guarida no Plano Diretor de Arborização Urbana, que por sua vez obedece a lei maior, o Código Ambiental - Princípio Constitucional da Hierarquia das Leis.

    Sua opinião crítica do projeto, ou melhor ESBOÇO DE PROJETO projeto é legítima.Tanto quanto a minha, que como já disse não é um ponto de vista isolado. Assim como, sua determinação na defesa do esboço do Lerner revelam conhecimento e interesse na execução do projeto acima da média...

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  8. Realmente acho um bom projeto para Porto Alegre... acho que temos um arcabouço legal que protege bem a área do ponto de vista ambiental, do nivel federal ao municipal, o Lerner é um arquiteto reconhecido internacionalmente... acho que a cidade vai ser muito beneficiada. Existe a questão da licitação. Se alguém entrar contra a contratação, vamos ver o que a justiça diz. Mas realmente ainda não tenho nenhuma informação de que alguem tem entrado....
    E de fato acabei discutindo esse ponto mais do que devia...rs... mas acabei me entusiasmando... e fui procurando mais informação... mas é bom...tomara que todos os portoalegrenses se interessasem pela cidade ... Um abraço

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    1. Quem quer mata nativa em plena cidade que saia dela e va morar em Mato Grosso ,Amazonas ,aqui eh cidade as pessoas precisam de qualidade de vida lugares agradaveis para ir os domingos levar os filhos para passear.Seus chatos saiam de Poa.

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    2. Senhor Jorge Piqué,

      Ambos queremos o melhor para nossa cidade.Temos visões diferentes sim, mas somente através da dialética é que chegaremos a um resultado que agrade gregos e porto-alegrenses. Por isso, considero as informações trazidas por Vossa Senhoria importantes para o desenvolvimento deste importante debate. Obrigado!

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    3. Eu acho que em Porto Alegre temos que fazer um esforço e tentar estabelecer um diálogo entre posições diferentes e as vezes contrditórias. Se eu escrevo, parto do princípio que posso mudar minha própria opinião. Atitudes agressivas como as postadas aqui só desqualificam o debate e não levam a nada...Eu acho que o Leonel está equivocado em algumas coisas, ele pode achar que sou eu o equivocado, isso é natural, afinal não temos que pensar todos da mesma forma. Ninguém tem a verdade absoluta. Mas o interessante do diálogo público é exatamente matizar essas opiniões, apresentar outras maneiras de se ver a questão, acho que todos aprendemos assim.

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  9. Meu velho Dubai eh bem mais conhecida que Poa ,artificial ou não, pega os indicativos de qualidade de vida da populaçao la e os daqui.eu só quero uma cidade mais bonita e agradavel para se viver ,quero poder admirar o nosso rio que eh maravilhoso e hj ninguem pode sentar ali pois eh degradante a sua situação,moramos na zona urbana não em zona de preservaçao permanente ,aqui temos que buscar o bem estar do cidadao ,nós tbm fizemos parte da natureza ,olha se fosse vc aceitava minha sugestão e se mudava pro pantanal la vai ter bastante coisa pra vc preservar .Ah e a respeito do meu cartão de credito ele tem um limite bem baixo mesmo nisso vc tem toda a razao.Marco eh meu nome .Ok?

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    1. Prezado Marco ..., em consideração ao último comentário de Jorge Piqué, uma demonstração legítima de democráticia e de fidalguia, estou deletando a resposta que dei seu primeiro comentário. Argumentos usados por mim tem uma certa carga de subjetividade,mas embasam-se em palestra de especialista em bioologia e análise positiva (positivismo) da lei. Incentivar a agressividade fortuíta não faz parte da minha persona.

      Concordo que precisamos de lugares para levar nossas crianças, o que está cada cada vez mais difícil pela incompetência do Estado no trato da segurança, falta limpeza da grande maioria dos nossos parques, praças e orla do nosso amado Guaíba. Também, existe a carência de participação efetiva da população.

      Morando na zona sul posso afirmar que basta lipeza, equipamentos urbanísticos para que a população efetivamente usufrua com qualidade da belíssima orla porto-alegrense. Vide o calçadão de Ipanema e o da Assunção, que ocupam apenas 3,5 kilômetros dos mais de 70 kilômetros de orla que fazem parte do nosso patrimônio público.

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    2. Concordo! Limpem a área (poluição, ratos, mosquitos, lixo, excesso de calor, animais mortos, mau cheiro horrível) e transformem em lugar seguro (drogados, lugar ermo, promiscuidade, falta de comércio sustentável, falta de policiamento) depois venham falar em grandes gastos em obra pública. Melhor direcionar os recursos à educação.

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  10. As obras do Gasometro, alem de valorizar o local para quem mora, traz melhoria para os pontos turisticos da cidade. Iluminação, policiais, evitando o lugar num ponto seguro e sem uso de drogas!!!

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    1. Errado, as obras do Gasometro vão afetar o meio ambiente e não trarão segurança, apenas depredeção ambiental e especulação imobiliaria. Nós do grupo POAemMovimento somos uma Organização Não Governamental, que tem por finalidade a defesa da cidadania e do ambiente ecologicamente qualificado.

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    2. Tenho nojo destes pseudo-ambientalistas que não direcionam suas energias para algo realmente produtivo. Nem vou perder meu tempo dando atenção para esta corja. Onde estão estes mesmos ambientalistas na hora de protestar contra a poluição do Dilúvio? Vocês são a sinopse do atrazo que paira sobre esta cidade. NOJO é o que tenho de vocês! NOJO! Puro NOJO!

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    3. Você gastou exatamente 58 palavras para dizer que não iria perder tempo dando atenção para esta corja. O que significa que se trata de pessoa contraditória e injuriante. A injúria é tipificada na lei penal como crime de mera conduta. Continue assim e receberá a visita da polícia federal. Aposto que também tem nojo de barata, Santa...

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  11. Sim a reformulação, revitalização ou a palavra que desejarem usar para o Projeto. Essa orla deveria ser um cartão postal da cidade, mas hoje não passa de um matagal mal cuidado, e a verdadeira população tem medo de frequentar a área por receio de ser assaltada por marginais e drogados. Este sim são os maiores frequentadores do lugar. Infelizmente existe uma turma de "ecossauros" ou "ecoxiitas" ou "pseudoecólogos" nesta cidade. Deve ser cerca de 1% da população que acredita que a Orla da cidade é uma reserva ecológica. Ora, se querem cuidar do meio ambiente comprem uma passagem de avião só de ida para a Amazônia e combatam o desmatamento deste verdadeiro patrimônio da natureza. Combater a revitalização é uma atitude insana e despretensiosa, só irá prejudicar a cidade, isolá-la mais ainda do Guaíba. Abaixo esses movimentos ridículos e que só atrasam a cidade. Sim ao Projeto de Revitalização da Orla do Guaíba, sim sempre!

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    1. Tenha ao menos hombridade de não se esconder atras de um avatar anônimo antes de vomitar tamanha besteira, seu racista hipocrita vamos protejer graças a nós "ecossauros" Porto Alegre não se rendeu a especulação imobiliaria, e nunca vai se render.

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    2. Meu Deus, os caras não fazem a menor idéia do que é "ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA" e vomitam isto de maneira totalmente distorcida.

      Vou explicar pra vocês o que é ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, tá bom?

      A cidade tem o seu centro e os bairros em torno deste centro. Após os bairros mais distantes chegamos na zona rural. O sujeito que é especulador compra estas glebas rurais e não as utilizam, deixando de cumprir a função social da propriedade e obrigando a população menos abastada a morar ainda mais longe, além destas glebas. Isto obriga o Poder Público a levar infra-estrutura até a população distante, e consequentemente esta estrutura terá que passar pelas glebas dos especuladores. Com isto as glebas que antes pertenciam a zona rural e que nenhuma estrutura tinham ficam valorizadas, aos poucos tornam-se zonas urbanas, e com isto o especulador vende e lucra muito dinheiro.

      Não há, porém, ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, quando estamos falando de infraestrutura em espaço já urbanizado e central. A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA é o fenômeno acima, dentro daquelas características ali descritas e, portanto, nada, em ABSOLUTAMENTE nada tem haver com o que vocês pseudo-ambientalistas pregam.

      Ri-dí-cu-lo!

      Pela lógica burra de vocês, qualquer obra pública em qualquer lugar da cidade seria especulação imobiliária.

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    3. Comentário perfeito!

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    4. DIGA NÃO A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA. Porto Alegre rejeita construir prédios na orla do Guaíba

      Ao contrário de outros Estados, onde as organizações não governamentais se profissionalizaram, os gaúchos sempre contaram com o voluntariado para realizar suas ações e se dedicar de corpo e alma aos problemas ambientais de Porto Alegre, talvez por uma questão cultural.

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  12. "Vegetais também são seres vivos e revitalização na proposta começa pelo extermínio de parte vida local"

    SIM! É PARA ISSO QUE EXISTE O PARQUE ESTADUAL ITAPUÃ A POUCOS KILOMETROS que tem como objetivo maximo preservar a Fauna/Flora que outrora tambem existia em Porto Alegre! Lugar de mato é lá! e não em uma metrópole!

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    1. Que tristeza de mentalidade atrasada! É preciso haver mais preocupações ecológicas, sociais e éticas.

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  13. Leonel Braz, parabenizo-o por sua atuação como guardião da natureza e concordo plenamente com os ideais do POAemMovimento por uma POA mais justa, digna e solidaria.

    A batalha é dura mas a causa é nobre! Vamos dar as mãos e proteger a Orla do Guaíba!

    Unidos venceremos companheiros!

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  14. Atrasados são vocês, bando de ecochatos, vão pra Amazônia, pro Saara, pro Diabo que os carreguem, mas deixem Poreto Alegre crescer em paz!

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  15. A primeira foto do blog representa bem essa minoria barulhenta, "do contra" e hipocrita:
    Um pseudo-anarquista com foice em maos, se embrenhando nos maricas, lixo e bosta da orla.

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    1. Porto Alegre é maisquarta-feira, março 14, 2012

      Nós poupe de seus Preconceitos! Que falta de respeito! Além de advogado o companheiro Leonel Braz é artista plástico.

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  16. Na nossa casa, pelo fato de nós humanos sermos seres racionais, criamos vários mecanismos que nos trazem conforto, tendo todos ou praticamente todos passado por algum processo de industrialização.

    A orla do jeito qual está é como se fosse uma casa não abandonada, mas desajeitada e sem o bom conforto que as pessoas preferem. Pode-se ir ali e aproveitar um pouco o local, mas não da mesma forma se houvessem mais calçadas, deques, bares, ciclovia, mais canchas para esporte, etc.

    Se o criador do blog gosta tanto de natureza, o coerente seria viver em plena natureza, não numa CIDADE que possui no próprio sentido da palavra o conceito de urbanização, que por conseguinte deve trazer conforto aos seus moradores.

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    1. Porto Alegre é maisquarta-feira, março 14, 2012

      A bandalheira imobiliária já correu mundo, seguros e serenos de que não terão mais obstáculos para assaltar a orla e tornar seus interesses ilegais e ilegitimados no meio de outras embromações risíveis.

      A orla do Guaíba não será toda fatiada e rifada assim, na bacia das almas, para os especuladores e investidores imobiliários daqui e d’alhures.

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    2. A saúde está abandonada, a maioria das praças públicas estão abandonadas, a insegurança é crescente, há problemas graves na educação pública e os governos defendem os interesses dos finaciadores das campanhas eleitorais as grandes corporações econômicas e imobliárias. A revitalização da orla é ponta do iceber, por trás existe um complexo projeto imobiliário que pretende entregar à iniciativa privada a orla que é patrimônio público. Procure se informar, a não ser goste de ser massa de manobra. Deveria haver tudo o que disse, mas por custo real, observados preceitos ambientais e com participação da comunidade técnica local.

      Relativo aos custos:Se primeira etapa foi orçada em 2 milhões e duzentos mil somente o projeto e setecentos mil a execução; quanto custará o conjunto da obra? Segundo o provébio popular: Quem rasga dinheiro é maluco!

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  17. Os ingazeiros que ocorrem na beira do Guaíba não são da espécie Inga edulis e sim da espécie Inga vera, conhecido com ingá-banana ou ingá-de-beira-de-rio. Além do aguaí-mata-olho (Pouteria salicifolia) ocorre ainda a espécie Pouteria gardneriana, que tem o seu fruto comestível e também é conhecida por aguaí-mata-olho. Quanto a espécies de sarandis temos duas principais, Sebastiania schottiana e Phyllanthus sellowianus.
    Abraço e parabéns pelo trabalho de divulgação da nossa bela orla do Guaíba,com sua rica vegetação.

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