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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quem (?) & Kid Enfrentam os Poderosos Parte 15



PAM – Porto Alegre em Movimento orgulhosamente tem o prazer de apresentar:

“A Lenda do RIO Guaíba”

Uma história inspirada em mitos e lendas indígenas, que vem para restaurar o orgulho do porto-alegrense que acredita que o Guaíba é o nosso “RIO”.

Para conhecer esta prosa poética, que pretende se firmar como um grande conto épico sobre nosso “RIO”, clique no Link a seguir e boa viagem!




Sobre o Nosso RIO Guaíba


Em 1998, quando foi editado o ATLAS de Porto Alegre que classificou o Guaíba como um lago, eu Famoso Quem (?), confesso que fiquei seduzido pela idéia. Rapidamente assimilei o conceito.

Cometi grave erro ao facilmente aceitar aquela tese soberbamente encadernada, sem ao menos ouvir as opiniões contrárias. Afinal, não se tratava apenas de uma mudança de conceito geográfico. O assunto mexia diretamente com a identidade da cidade de Porto Alegre, que sempre se orgulhou de seu belíssimo RIO.

Pior, a mudança de classificação implicava em alterações significativas na aplicação das leis de proteção ambiental no curso de água Guaíba. Parece bobagem, mas nossas leis protegem mais rios do que lagos. Os rios são protegidos por leis federais e os lagos pelas leis municipais.
É por isso que para os políticos de Porto Alegre é conveniente que o Guaíba seja catalogado como um lago. Desta forma eles podem dispor e transformar o RIO Guaíba e suas margens num balcão de negócios a pretexto de meras políticas desenvolvimentistas exclusivistas. Como no caso da Favela Chique “Pontal do Estaleiro”.


A polêmica Guaíba, RIO ou lago; não é uma “histeria de ambientalistas”, como tentam sugerir alguns de nossos principais cronistas. É uma discussão de suprema relevância, pois a revisão urgente do conceito vigente (lago), pode servir como antídoto contra a ganância depredatória de empresários e políticos de nossa cidade.

Nossa certeza de que o Guaíba é um RIO se fundamenta em critérios científicos, em especial os ensinamentos dos professores Elírio Ernestino Toldo Jr. Professor CECO/IG/UFRGS (Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica) e Luiz Emílio Sá Brito de Almeida Professor IPH/UFRGS (Instituto de Pesquisas Hidráulicas), lições estas passamos a expor no texto adiante:


“Os canais dos Rios Jacuí, Caí, Sinos e Gravataí, convergem para o delta do rio Jacuí, e daí seguem pelo leito do Guaíba como um único canal até a Ponta de Itapuã. É um canal natural com 50 km de comprimento e 8 metros de profundidade, que resulta da captura fluvial e mantém uma largura e profundidade suficientes para permitir a navegabilidade ao longo de todo o seu perfil.




Este canal desaparece no leito da Lagoa dos Patos por soterramento. Aqui a deposição de sedimentos preencheu este canal e canais de outros rios e o cobriu com uma camada de lama de mais de 6 metros de espessura, durante os últimos milhares de anos.



No entanto, ao longo de todo este tempo, o Guaíba com o vigor dos seus escoamentos restringiu a deposição da lama, preservando a forma do canal principal, diferentemente do destino que tiveram os canais no interior da Lagoa dos Patos.


No Guaíba, num rio, ocorre o inverso do que normalmente se observa em um lago, lagoa ou laguna, locais onde a circulação restrita favorece a deposição. No Guaíba prevalecem os escoamentos, que acompanham os gradientes do terreno submerso, numa direção preferencial ao longo de ano todo, para sudeste.


Os fluxos são tão expressivos em volumes e velocidades que o tempo de residência das suas águas, entre a Usina do Gasômetro e a Ponta de Itapuã, é em média de 10 dias. Ou seja, as vazões da rede de drenagem que ingressa no Guaíba são suficientes para renovar as suas águas e transportar os sedimentos suspensos num curto intervalo de tempo, numa escala de fluxos correspondentes aos rios de montante, de modo bem diverso da Lagoa dos Patos onde este tempo é medido em meses.

O canal principal também exerce um controle na distribuição dos sedimentos finos depositados no fundo, preferencialmente ao longo do seu eixo. Lagos, lagoas e lagunas não possuem este modo de escoamento, nem um curto tempo de residência, nem canais controlando a sedimentação.


O Guaíba, além dos seus escoamentos e do canal, possui uma ampla superfície exposta à ação dos ventos que favorecem o desenvolvimento das ondas. Esta outra forçante hidrodinâmica possui direção de propagação e intensidade diretamente proporcional a força dos ventos e incidem sobre as margens com energia suficiente para construir extensas praias e pontais arenosos e, também movimentar constantemente as areias presentes no fundo raso do Guaíba.



Portanto, podemos com base em fundamentos hidrodinâmicos, sedimentológicos e geomorfológicos afirmar que parte da rede hidrográfica de sudeste do estado do Rio Grande do Sul alcança os seus limites mais distais no interior do Guaíba até a Ponta de Itapuã, local onde ocorre a transição do rio, o Guaíba, para outro ambiente, a Lagoa dos Patos.”

Porto-alegrense, quando alguém lhe perguntar se o Guaíba é rio ou lago, estufe peito diga sem medo:


- O Nosso Guaíba é um RIO. Lago é invenção de uns poucos intelectuais para satisfazer interesses exclusos de políticos e empresários.











Dia 23 de agosto diga NÃO à "Favela Chique - Pontal do Estaleiro"

Cidadania é o Direito de Viver em Harmonia
Defenda Nossa Cidade



Nesta postagem, oferecemos ainda um Bonus Treck, vídeo “Morte de Plástico no Dia Mundial do Rock, basta clicar no link abaixo. É diversão garantida!





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