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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Quen (?) & Kid Enfrentam os Poderosos Parte 05




Primeiro como aperitivo, veja-se o curioso bilhete afixado num dos banheiros da Câmara Municipal de Porto Alegre

Agora, sim...

A Abertura da Legislatura/Desdobramentos do Causo “Pontal do Estaleiro”

 

Legislatura, para os menos informados, legislatura corresponde ao período de atividade da câmara desde a posse dos vereadores até o término de seus mandatos. Tempo em que nossos integrantes do poder legislativo exercem sua nobre função como guardiões dos interesses povo, de quem são fiéis (?) representantes (?). Geralmente, a abertura de uma legislatura é feita em sessão de caráter solene.

A Abertura da Legislatura Câmara Municipal de Porto Alegre em 04.02.2009

A nossa foi solene somente nos primeiros momentos. Discursos, saudações, o prefeito em exercício, em ataques de otimismo, alardeava obras, para o desenvolvimento da cidade. Vai ter dinheiro do PAC, ele com certeza não têm o desejo de perder sua parte na gerência destes negócios (projetos dupla Grenal / Pontal). Terminado o intróito “para inglês ver”, desceu do palanque para retirar-se do recinto.

“Não falou nada sobre as tampas de bueiro rebaixadas por toda cidade/abalos do solo na Álvaro Chaves/Falta de manutenção e segurança de parques e praças públicas/semáforos mal localizados/corredores de ônibus centralizados e não ao longo da calçada/Baltazar demora e “barberagem” na execução da obra/plano diretor que caminha para a sucumbência a interesses corporativistas/os problemas crônicos no sistema de saúde/falta de fiscalização em desmanches e depósitos que compram fios derretidos que são devolvidos às fábricas via caixa 2/ “espraiação” das firmas de segurança particular, notoriamente contrárias aos mandamentos constitucionais/ o parco incentivo às atividades culturais/ a inexistência de sólida política educacional ambientalista.”

Ficou parecendo, que o prefeito em exercício, governa uma cidade perfeita e de altos negócios, uma que não a nossa mui amada cidade de Porto Alegre.

Leitura da pauta

Terminado isto, começou na mesa diretora dos trabalhos, leitura de pauta, requerimentos, que nenhum vereador se quer prestou atenção. Uma leitura formal. O prefeito em exercício, usando de falta de educação atendeu ali mesmo aos holofotes da imprensa. Poderia fazê-lo noutro lugar para mostrar respeito. Mas, não. Pessoas falando pra ninguém. Muitos desarquivamentos e PEDIDOS DE DIÁRIAS/ PASSSSSSSAGENSSSSSS AÉREAS...

vereador discursa para ninguém...
Então, os discursos das lideranças partidárias saldando a abertura da legislatura. Vereadores conversam em grupelhos. Tagarelam, dão risadas e ninguém presta atenção ao colega que discursa. É como se o discursante “FALASSE CÁS PAREDES”. Falta de coleguismo, desrespeito com o dinheiro público, já que para realizar aquela pantomima gastam-se energia elétrica para manter um sem número de refletores de alto consumo e refrigeração suficiente para meia dúzia de escolas, bem como um número de seguranças maior que três casas de bingo reunidas. Tudo para um infeliz fazer declarações para seus pares que se quer prestam atenção. Apenas a platéia, que à espera de boas novas, aos poucos vai também perdendo interesse pelos pobres discursantes.

É duro ser vereador...


Temas de alguns discursos:

Um vereador apresentou condolências a político, que perdeu o filho de 19 anos. Belas palavras para um justo penar. Eu e alguns na platéia comentamos o dom da oratória do palestrante. Ele demonstrou sentimentos autênticos. Pelas suas respeitosas palavras recebeu quatro aplausos perdidos no ambiente.



Outro, em primeira legislatura, levou algumas páginas, que lia nervosamente como um colegial errando as vírgulas. Esse passou até do tempo concedido. Mas, mostrou personalidade. Leu sua xuraminhonga até o final. Mesmo diante do desinteresse de seus pares.


Já um terceiro, dito macaco velho na política, aproveitou para falar do balanço da Prefeitura. Tudo bem, se não fosse apenas para fazer link com o governo Lula. Ele pode falar mal de quem quiser. Mas, ele é pago para fiscalizar os atos do prefeito e não os de Lula. Poderia fazê-lo em outro local, já que tem visibilidade pública, seria mais produtivo para a cidade.


Muita agitação, trabalho que é bom...





Resumo da Ópera: Assim caminha a nossa “Democracia Representativa(?)”.

Kid faz break pra aguentar o palavrório


A Especulção tem amigos na Cãmara



Desdobramentos no Causo do “Pontal do Estaleiro”

Depois da lamentável sessão de abertura da Legislatura do parlamento municipal. Os vereadores e o prefeito em exercício imprimiram celeridades nas suas ocupações. Com a cidade vazia, em razão do verão, trataram de encaminhar assuntos importantes para fugir de possíveis polêmicas. Foi o que aconteceu com a votação do veto do prefeito ao projeto do Pontal. Nos poucos dias que antecederam a votação apareceram somente pequenas notas nos jornais, assim a grande parte da população se quer ficou sabendo. E a data marcada foi para 09 de fevereiro de 2009.


Neste dia pairou no ar um clima de “algo de podre no reino da Dinamarca”, na câmara e o resultado foi pela manutenção do veto com o seguinte placar:



27 votos favoráveis, três contrários e quatro abstenções. Os vereadores João Antonio Dib (PP), João Carlos Nedel (PP) e Ervino Besson (PDT) abstiveram-se da votação e os vereadores Bernardino Vensdrusculo (PMDB), Haroldo de Souza (PMDB), Elias Vidal (PPS) e Reginaldo Pujol (DEM) votaram contrários à manutenção do veto.


Mas, quando a esmola é demais o cego desconfia... O prefeito vetou, mas enviou o mesmo escandaloso projeto de volta à câmara com uma única diferença, a necessidade de consulta popular para a execução do projeto Pontal do Estaleiro e (ou) Favela Chique.


Uma audiência pública foi marcada para tratar do assunto no dia 05 de março na Câmara de vereadores. Estaremos lá para conferir e lutar pela saudável relação do cidadão com o Lago Guaíba.

É assim que querevos ver as margens do nosso "Rio"



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